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Justiça Reprodutiva com Gonçalina Amajunepá [ep.38]

No primeiro episódio da temporada, o Cirandeiras conta a história da parteira do povo Umutina-Balatiponé, de Mato Grosso, e fala do cuidado que liga o parto e o aborto

Joana Suarez e Raquel Baster, da Rádio Guarda-Chuva
#parto20 de set. de 232 min de leitura
Joana Suarez e Raquel Baster, da Rádio Guarda-Chuva 20 de set. de 232 min de leitura

No primeiro episódio da temporada “Justiça Reprodutiva” - parteiras tradicionais, o cuidado e o aborto -, conheça as histórias de partos de Gracilda Gonçalina Amajunepá. Parteira indígena do povo Umutina-Balatiponé, localizado no Mato Grosso. Gonçalina já viveu de tudo nesse ofício que herdou da mãe há mais de cinco décadas. E sempre foi guiada pelo desejo de cuidar e acolher mulheres em seus momentos mais importantes de suas vidas reprodutivas. 

Para falar de corpos, partos e abortos nem sempre precisamos provocar debates entre sim e não, a favor e contra ou envolver moral, religião e política. Nesta temporada, o foco está na saúde, nos braços que seguram um bebê recém-chegado e que também não soltam as mãos da mulher que gesta ou que aborta. O dom da parteria é transmitido pela oralidade, pela vivência, não está apenas nos livros. E o cuidado integral se consagra no gesto e no olhar. 

A enfermeira obstétrica e ativista pelos direitos reprodutivos há 30 anos, Paula Viana abre essa conversa sobre parteria e abortamento, destacando a ética do cuidado. Há muita convergência entre o parto e o aborto, em que mulheres se cuidam, se acolhem e sobrevivem. Ao compreendermos o partejar, alcançamos o aborto como um tema de saúde, diário e comum. Justiça Reprodutiva é o direito de ser e de não ser mãe, é garantir acesso e condição de planejar ou de maternar. 

Apoio: Edital Futuro do Cuidado

Produção, roteiro e apresentação: Joana Suarez e Raquel Baster

Apoio reportagem: Helena Indiara Corezomaé 

Edição de som: Fernanda Carvalho 

Divulgação: Ana Clara Pecis


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